quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mudar as regras do futebol?

Tanto investimento, tantos gastos para essa festa planetária e em campo, vemos equipes com medo de ser feliz. Técnicos que pensam em tudo, menos em fazer gol. Como manter o futebol como atração de primeira linha, levando multidões, seja em estádios, seja na frente de monitores de tv?
Meu amigo e comentarista Gerson Nogueira, de O Diário do Pará, que está lá na África do Sul, em seu comentário de hoje, chega a sugerir acabar com o impedimento. Com todo respeito ao Gerson, mas isso seria acabar com o futebol. Não melhorar. A regra do impedimento é a mais inteligente de todas. É o que diferencia de tudo, inclusive porque ética. A regra faz com que as equipes "se amassem" no espaço demarcado do campo. Mas, se ambas estão preocupadas apenas em se defender, realmente, fica difícil, porque as equipes concentram em espaços cada vez menores, o maior número de homens, possível, para defender. Difícil sair gol. Por outro lado, creio que tem faltado às seleções como Espanha e Brasil, por exemplo, um princípio utilizado no basquete e no futebol de salão, que mistura precisão, rapidez, deslocamento e a jogada pessoal, para trabalhar em pequenos espaços. No jogo atual, o número de gols originados da cobrança de alguma infração cresce. Há alguma coisa errada. E sim, imagine se acabarem com a regra do impedimento. Sabe aquela pelada em que você joga e que, com quinze minutos, já tem perna de pau com a língua pra fora, cansado? Então, formam dois magotes, nas cercanias da grande área de cada lado. No resto do campo, um vazio ocupado por alguns poucos mais resistentes. Imagine no futebol profissional. Seriam escalados jogadores altíssimos, que ficariam, o jogo inteiro, dentro da área, onde seriam despejadas as bolas, de todos os lados, para tentar o gol. Entre as duas áreas, um vazio imenso.
Sim, acho que o futebol precisa mudar, atualizar, trabalhar para seguir sendo um bom espetáculo, competindo com as emoções contínuas do basquete e do vôlei. Acho que o lateral deve ser cobrado com o pé. Acho que é preciso haver limite de faltas. Acho que talvez deva ser cronometrado um tempo mínimo para uma equipe ultrapassar o meio de campo. Mas acho, principalmente, que a atitude pró gol deve prevalecer, como manda a Fifa, mas ao contrário do que é considerado. Hoje, para pênalti, impedimento, qualquer coisa é motivo para não marcar, para não ser gol. E gol não é detalhe. Gol é tudo.

2 comentários:

zoltan disse...

O futebol está a perder simpatizantes e a tornar-se um jogo chato em termos defensivos, devido ao monopólio que o reino unido detêm sobre as regras. As polémicas são diárias, nesta nossa sociedade de informação e, as pessoas assitem aos jogos para se divertirem e acabam por se enervar com tantos escândalos. Como aconteceu com o futebol de salão o futebol de 11 com esta regras druidas(Dos britânicos), tem os dias contados. Teremos que esperar que os E.U.A. sejam campeões do mundo para encostarem a Inglaterra à parede? Ou mudam as regras e aproveitam os meios tecnológocos para auxiliar oa árbitos ou ficam a jogar sozinhos no arquipélago!

alesssandro disse...

infelizmente as regras do futebol estão exigindo cada vez mais dos atletas e muitos não aguentam, estão morrendo em campo. Minha opinião é que como no futebol de salão, vôlei, futebol de salão e outros esportes que evoluíram com o tempo, não limita a substituição, podendo ter todo time trocado e depois retornar à formação original. Mas devemos considerar que as regras de hoje valoriza os super atletas e super salários e super comissões. Alterando as regras de substituições teremos um jogo de equipe como tem que ser.