quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O fim do Leão Azul?

Não tenho como duvidar do amor que a família Klautau tem pelo Clube do Remo, mercê de inúmeras demonstrações. Mas o que o presidente Amaro fez ao mandar derrubar o escudo do clube, no pórtico do estádio Evandro Almeida é de uma truculência, agressividade, maldade incalculável. Agrediu o clube, a torcida, a cidade, o povo do Pará, mesmo os torcedores de outros clubes, em um sentido muito mais amplo, o da Cultura. E nem quero saber de necessidades de negócio. Um desrespeito sem nome. Pior ainda o que alguns idiotas fizeram, pregando uma bandeira do Paysandu no lugar, certamente obra dos mesmos moleques que se divertem subornando juízes, pagando salários altos de jogadores, menos dando dinheiro para o clube bicolor, no caso, acertar também as suas contas, estando ele também correndo risco de perder sede social e estádio. É bom dizer que do lado do Remo, o cenário ainda é mais desalentador. Não sou contra a venda do estádio, sequer conheço os detalhes do negócio, mas o que me preocupa é desfazer-se de um patrimônio histórico e o dinheiro ser entregue a dirigentes com a mentalidade que fez o clube mergulhar no abismo em que se encontra. Dirigentes como os do Remo, Paysandu e da Federação conseguiram falir um negócio como nenhum outro, movido a paixão, com somas de cinquenta, cem mil reais por semana, ou mais. Dinheiro sem rastro, limpo, para administrar de maneira moderna e nos levar aos pontos mais altos. Não adiantam os exemplos claros de clubes como os da Espanha, endividados, é certo, mas com um potencial pagador imenso, tendo em vista mais de 100 mil associados. E para ficar apenas no Brasil, o Internacional, que veio da Serie B e agora já foi novamente Campeão da Libertadores, com mais de 100 mil associados, em uma reforma excelente, mudança de mentalidade e profissionalismo. Será que esses dirigentes que levaram o futebol paraense à vala, realmente gostam de futebol? A pergunta cabe porque quase todos são homens de sucesso em suas empresas particulares. O que vão buscar no futebol? Cartaz, mídia ou simplesmente o tal dinheiro sem rastro, que escorre por um ralo muito bem escolhido?
E nossa imprensa que apenas assiste, aqui e ali registrando alguma queixa, mas preferindo comentar apenas a parte técnica do jogo, disputado por atletas cada vez mais semi amadores. Abrimos páginas, manchetes, para atletas da Quarta Divisão! E no entanto há salários a pagar, passagens de avião, equipamentos. E menos dinheiro. A imprensa é sócia do negócio futebol paraense. Precisa exigir atenção, sentar para discutir, não em eventos públicos, aos quais, justamente, não comparecem nem principais dirigentes, nem principais jornalistas. Quantos fundos de poço precisamos ultrapassar para dar a volta? Ou não daremos e terminaremos como os maranhenses e amazonenses?

Um comentário:

Eduardo Bueres disse...

Boa noite Edyr.
Gostei da sua abordagem e o seguiremos a partir de hoje.Visite o nosso blog militanciaviva,de Ananindeua. 1 abç

Diante desse novo informe dando conta que o presidente temporário do nosso amado Clube do Remo profanou seus símbolos a marretadas e fechou a venda -a preço de banana- do nosso Estádio com duas construtoras, resta-nos somente expressar um muito doído sentimento de perda e repúdio...

Se assim o digo é porque, junto com o estádio, se vai um bom pedaço da lembrança que pertence a todos os homens e mulheres de Belém.

Essa perda que sofremos pela arrogância e presunção de um 'trairão' que é apoiado por um grupelho que não dispõe de representatividade numérica o suficiente para expressar a vontade da centenária torcida, é uma verdadeira ofensa para aqueles que amam o futebol dessa terra...

O duro é o dito popular, do qual tentamos nos livrar e não conseguimos,de que: 'o Pará é a terra do Jateve',maldição que hoje teremos que enfrentar diante dessa solução simplória de um apático dirigente.

O que na verdade faltou ao Sr. Amaro Klautau foi fibra e falta de movimento; sobrou preguiça, indolência e acima de tudo, o devido respeito com o patrimônio conquistado por gente de moral, com espírito de luta; machos que ao longo de suas existências, não cederam a rogos e lástimas e foram implacáveis no objetivo de adquirir e construir esse monumento presenteando-o para a sociedade paraense.

Lamentavelmente, o fruto do suor dessa raça altiva representado ali naquele patrimonio, o Sr Klautau entregou com uma rápida canetada para a única força que o fez sair do estado de letargia em que se encontrava: a imperial força do mercado imobiliário, que cobiçava há anos o valioso terreno do clube do Remo situado na principal avenida da capital da Amazônia.

Essa mancha de vendilhão do Estádio Evandro Almeida, o seu nome vai carregar para sempre, porque é este um fato que não pode se desenredar da história da nossa cidade e de nosso amado povo,dano irreparável que será cobrado pelas futuras gerações.

O mais triste será constatar que a transação -como mais tarde veremos- não vai resolver os problemas do clube, possivelmente tudo Vai continuar na mesmice de sempre.

A nação remísta esta de luto! .