terça-feira, 26 de maio de 2009

O Tempo do Cabelo Crescer

Amigos,
No próximo dia 29, sexta feira, a partir das oito horas da noite, no Teatro Cuíra, que fica na esquina das travessas Riachuelo com Primeiro de Março, lanço o livro O Tempo do Cabelo Crescer, coletânea dos meus primeiros quatro trabalhos, na área da poesia.
Comecei com Navio dos Cabeludos em 1984 e depois passei por Mr. Bentley e Óleo (áudio poemas em fita cassete), O Rei do Congo, Surfando na Multidão e Incêndio nos Cabelos, esta último, em 1995. Depois disso, escrevi romances, crônicas, teatro e contos. O Tempo do Cabelo Crescer, é uma maneira de retomar um estilo poético mais leve, baseado nos poetas marginais dos anos 70, que propuseram uma linguagem engajada na atualidade, usando gírias, frases, elementos do cotidiano e, principalmente, despindo a poesia de uma espécie de farda conservadora e respeitável que adquiriu, com o tempo, contrária ao passado. Antigamente, os poetas eram como os artistas pop de hoje. Levar a poesia de volta a esse convívio com os jovens, é a idéia que permanece. Junto com o livro, virá encartado um cd com o conteúdo das duas fitas com áudio poemas, citadas anteriormente.
Dentro desses espírito, e porque o lançamento ocorrerá no Teatro Cuíra, haverá intervenções poéticas, feitas pelos atores Adelaide Teixeira, Luisa Braga e Joaquim Araújo, dizendo alguns poemas incluídos no livro, publicado sob os auspícios da Lei Municipal de Cultura Tó Teixeira e o patrocínio do Hotel Regente.
Conto com vocês para uma boa divulgação. A poesia ainda é a melhor declaração de amor inventada por um ser humano.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

I don't wanna grow up

Nunca tive pressa de crescer. Fui criança até quando pude. Estudei o primário no Suiço Brasileiro. De lá, guardo no coração alguns colegas que de vez em quando encontro nas ruas. A convivência era mais com meus irmãos. Cinco irmãos, cada um mais genioso que o outro, comandados por uma mãe maravilhosamente louca e um pai que no momento certo decidiu adolescer também, voltando a fazer música, convivendo com os filhos. No meu primeiro dia de aula no Colégio Nazaré, onde fiz ginásio, científico e vestibular, ouvi o palavrão "porra", sem saber do que se tratava. Era criança. Muito criança. Foi ótimo daí em diante, porque ao mesmo tempo em que o universo da molecada invadiu minha vida, a outra vida, dentro de casa, com meus irmãos, continuou intensa, forte e me protegendo de todas as maneiras, continuei criança. A vida interior, com os livros e as histórias do mundo. Era o "campeão do tranca", disputado em bicicletas, na Praça da República, nosso playground luxuoso. Ali jogava peteca com os motoristas de praça, que ficavam de plantão pela Osvaldo Cruz, próximo à esquina da Presidente Vargas. Ou brincava de cavaleiro medieval construindo espadas, escudos, pintados conforme os filmes e os livros de Ivanhoé, por exemplo. E no cinema passava Scaramouche, os Três Mosqueteiros. Meu avô me emprestou toda a coleção de Alexandre Dumas. O professor Berbary, de Português, passou trabalho a partir de livros que tínhamos de ler. Para mim, Menino de Engenho, de José Lins do Rêgo. Pedi ao meu avô, emprestado. Abro o livro e está uma dedicatória de Rêgo. Caraca. Me pegou. Nunca mais larguei os livros. Li os outros dois, Doidinho e Banguê. Uau. E os colegas trouxeram a adolescência para mim. Um irmão marista ensinou Educação Sexual. Lembro dele, explicando o saco escrotal e as risadas inocentes que dávamos. As tertúlias dançantes da Assembléia Paraense, ao som de Guilherme Coutinho e Walter Bandeira. Do início ao fim, dançando. Quer dizer, depende. Uma vez, estava animado, mas a garota pediu para parar. Suas companhias iam embora. Está bem. Eram as duas últimas músicas. Eu queria dançar até o fim. Olhei e vi a menina. Devia ter minha idade, mas como era bem bonita, era assediada pelos mais velhos, a eles também preferia dar atenção. E daí? É preciso terminar a noite. Vamos dançar? Não, estou cansada. Pau na testa. Morava quase ao lado do clube. Voltava à pé. Os amigos se reuniam e pegavam taxi. Começaram a me contar que iam dar voltas, antes. Iam à Condor, o bairro boêmio, prostitutas. Uma noite decidi ir, também. O carro cheio de guris. O motorista, ao saber o destino, começou a dizer que achava certo. Que meninos precisavam começar cedo na sacanagem. Nós, atrás, sem dar palavra, a não ser um, que ia respondendo, dando corda ao assunto. Chegamos à praça da Condor. Redonda. Em volta, uma multidão misturando homens e mulheres, à porta das boates. O motorista pergunta onde ficamos. Nosso amigo pede que ele dê a volta na praça. Vamos, lentamente, olhos grudados nas "mulheres da vida" que estão à vontade, indo e vindo em seu trottoir. Ao final da volta, o motorista olha como quem pergunta " e agora"? Volta para o centro, ele ordena. O motorista não diz nada. Nem ninguém. Calados, voltamos todos. Mas aconteceu, claro. Fomos outra noite até lá. Meu primo me chama. Tem duas ali que consegui para nós. Vamos atrás delas. Fomos. Sinceramente, não lembro do rosto, de nada. Era um quartinho com lugar apenas para a cama. Lembro do cheiro. Só. Rápido. Uma semana depois, gonorréia. Vou à farmácia. A enfermeira, com a seringa nas mãos, indica que deve aplicar a injeção nas nádegas. Claro que não, brado, feito Randolph Scott. Ela aplica no braço. No caminho de 100 metros até minha casa, choro de dor.
O amor chegou e se armazenou no meu peito com todo o romantismo dos livros que lia. Houve duas ou três palavras trocadas e nunca mais. Ficou algo platônico. Em uma viagem, a que seria a primeira namorada. Turma de adultos. Por exclusão, ficávamos juntos. Voltamos. Em julho, Mosqueiro, o mítico Mosqueiro de tantas recordações. Boate Ressaca, dançamos colados. Tenho de ir. Está bem. Tchau. Volto para casa e fico sem dormir. O que houve? Estava namorando? No dia seguinte, vou até sua casa e não acontece nada. As férias acabaram. Encontramos na boate da AP. Estamos indo para o Papa Jimi. Quer ir? O namorado da minha irmã paga. Tá. Dançamos. Ela pergunta, enfim, se estamos namorando. Sim. Ufa. Durou pouco tempo. As familias, amigas, torceram. Não deu. A adolescência durou muitos outros anos. Quem tem pressa de crescer? O mundo nos pressiona. Vestibular. Carreira. Trabalho. Aos 17 anos, não sabia se queria ser jornalista, radialista, talvez advogado. Escrevi minha primeira peça de teatro. No meu colégio, havia apenas turmas de Medicina e Engenharia. Fiz Engenharia, passei. Hoje sou formado em Jornalismo. Penso que manter a mesma curiosidade em relação ao mundo, a todas as coisas, é um dos meus segredos. Hoje, não sei bem o que sou. Criança, certamente, não. Um adolescente que se recusou a virar adulto? Um adulto que se recusou a envelhecer? Tenho avidez pela vida. É o título de meu livro de poemas inédito, a sair até o final do ano. Ávida a vida. Não quero crescer.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Algum filho da puta

Não é novidade que a Cultura e a Educação são os dois primeiros ítens a serem cortados em momento de crise. Tem sempre algum filho da puta desses economistas, que alegremente acha que está cortando a farra de alguns viados e sapatões que fazem música, teatro e outros. Trabalhei algum pouco tempo na Secretaria de Cultura. A cada vez que vinha o tal QDQT, o secretario La Penha tinha um ataque de raiva, botava o paletó e ia direto ao governador, de onde saía mais tranquilo. Agora, como se não bastasse a não existência de qualquer política para a área, e as intermináveis discussões de um tal Plano de Cultura que nunca chega; de um secretário cujo rosto ninguém conhece, quanto mais as opiniões, vem algum filho da puta e além do corte de 30% anunciado pela governadora, faz um corte de mais de 50% no orçamento da Fundação Tancredo Neves. A Cultura, esgarçada, dividida como butim, onde dirigentes de diferentes partidos sentam nas cadeiras mas não podem fazer nada, agora chegou ao fim. Não há como funcionar. O Centur virou um elefante branco, onde algumas pessoas chegam, sentam e aguardam o fim do expediente sem nada para fazer. Quanto a nós, que fazemos Cultura, ficamos pior. Alguém dirá que devíamos ir à luta para continuar nossos trabalhos, sem precisar de "ajuda" do governo. Cultura é diferente. É muito maior. Depois, foi a criação das leis culturais que arrebentou com o que havíamos construído, em termos de relacionamento com empresas, conscientes do poder da mídia cultural. Hoje, nem o governo tem qualquer dinheiro para Cultura, nem os empresários querem apoiar através da lei, com medo de fiscalizações, pior ainda se for com dinheiro próprio. Melhor parar? Dar o fora, deixar pra lá, que isso só traz desgaste e parecemos estar em pequeno número. Afinal, que torce para a Cultura? Se fazemos peça de teatro, dança, sei lá e mesmo os que gostam ou gostavam, dão apoio, manifestam-se a favor, mas não vão ao teatro? Quem está por nós? Ninguém. Estamos incomodando, irritando, meramente por nos negarmos a desistir. Está difícil. Estou no limite. E ainda vem algum filho da puta e corta o dinheiro da Cultura.

Que Literatura?

Foram duas notícias, na mesma coluna, de jornalista não confiável, é verdade, mas a demonstrar o momento que vivemos na área da Literatura no Pará, em Belém. A primeira dá conta do 2o. Jirau de Literatura Paraense, com inscrições abertas até 15 de maio e realização entre 28 e 30 do mesmo mês, com apoio da Fundação Cultural Tancredo Neves e Ufpa e realização da Associação de Escritores da Amazônia. Meu amigo Salomão Laredo me convidou para a primeira edição, mas não pude aceitar. De qualquer maneira, não aceitaria. Está tudo errado. Durante os doze anos tucanos, fui censurado, sobretudo nesta área. Não podia ser convidado para nada, nem meus livros utilizados para qualquer coisa. Mas é que agora, um gesto tão amador quanto o deste Jirau, soa como grave ofensa. Nem a Secretaria de Estado, nem a Fumbel têm qualquer política para Literatura. Nada. Simplesmente nada, a não ser a tal Feira, que é um belo momento para livreiros e alguns escritores do sul, que vêm para ser acarinhados, passear e comer bem. Para os autores locais, nada. E então, no momento em que existem várias ações no resto do Brasil, valorizando autores locais e que ao contrário, nada disso ocorre, realizar esse Jirau, onde as autoridades entram apenas com o local e os escritores levam seus livros, sua banquinha e ali ficam aguardando, certamente, seus familiares, não o público, me parece humilhante demais. Pior do que isso, somente ler, na mesma infame coluna, que a Secult, do secretário Edson recusou convite da famosa Feira de Livro de Porto Alegre, a mais antiga e maior do país, para que o Pará fosse o Estado convidado. Está bem que não tendo nada a oferecer, deveria ter dado vergonha, aí a razão da negativa. Infelizmente, não foi por isso. Temos o centenário de Dalcídio Jurandir, temos autores, que teimosos, recusam-se a sumir. E ainda temos de suportar isso.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A Censura à Imprensa

Tenho acompanhado em meus blogs preferidos, o debate a respeito da atitude de uma juiza, proibindo nossos jornais de publicar em seus cadernos policiais, fotos de vítimas de agressão, que vinham se revelando procedimento sistemático, em uma porfia perigosa e sem limites. Jornalistas defendem o direito de publicar o que dizem ser "chocante realidade de uma cidade entregue à violência", e o perigo da censura que chega aos poucos e adiante, ninguém sabe. Os blogueiros, deflagradores de uma campanha que culminou com o ato da juíza, não se dão por satisfeitos. Consideram que a juíza fez o certo, tirando de cena fotos realmente absurdas. E acho absurdas, mesmo. Violentas, agressivas, nojentas. Agora, daí até a juíza proibir, vai grande distância. Até agora, os jornais têm usado de criatividade para publicar fotos. Imagino que ao longo dos dias, começará a haver uma série de tentativas para perceber o limite, já que não há limite definido, nem pode haver, pois subjetivo o que é violento para um e outro. Acho também que vivendo em uma democracia, compra o jornal quem quer, principalmente, lê o caderno policial quem quer, também. Acho que se há um consenso, entre várias parcelas da sociedade, que são absurdas as tais fotos, só há duas saídas: uma, deixar de comprar os jornais. Outra, agir de maneira conjunta, através dos blogs, cartas, abaixo assinados e outros instrumentos, para convencer os editores que há uma manifestaçao contrária, em número suficientemente preocupante, para a vendagem e leitura dos produtos, que vale a pena considerar. É assim que tem de ser e pronto. Um dia desses, o senador Christovam Buarque disse que o Congresso estava tão ruim, que pensava se não era melhor fechá-lo. Confesso que no primeiro momento, dei-lhe razão, mas em seguida, quase gritei comigo próprio, é uma democracia! Sem Congresso, estamos perdidos! Em nenhum momento podemos abrir mão do Congresso e pronto. Mas procurarei, no âmbito de minhas possibilidades, como cidadão, convencer outros a, no próximo pleito, não reeleger nenhum de seus integrantes pois lá, os poucos bons acabarão pagando pelos muitos maus.
Não, eu não acho que seja através de Censura que a grosseria idiota dos nossos jornais, com seus sanguinolentos cadernos policiais se resolverá. Particularmente, não vejo viabilidade financeira nesse sangue todo. Jornal hoje é um produto da elite, seja financeira ou cultural. Consomem jornal alguns viciados em informação, mais funcionários públicos, agências de propaganda e alguns empresários. Pobre não compra jornal. Assiste televisão. Ouve rádio. E vão me dizer que esse público citado adora matérias pingando sangue? Pobre (desculpem usar a palavra como a designar alguém inferior, mas é meramente uma questao mercadológica) pode até espichar o pescoço para ler os tais cadernos policiais, expostos em bancas ou na calçada, mas comprar, não. Qual a razão, então? Não sei. Alguém comentou, certa vez, que os gazeteiros exigiram isso, pois acham que é fator de venda. Será? Qualquer pesquisa simples tira isso de letra. Agora, desculpem os amigos que pensam diferente, mas censura, não.

A Arte do Macaco

Ainda não assisti a nenhum capítulo da novela das sete. Pensando bem, acho que não assistirei nenhum, como sempre. Mas é que li e assisti nas chamadas de lançamento, que um dos protagonistas é um grande artista plástico, na verdade um falsário, pois seus quadros são "pintados" por um chimpanzé, bicho de sua estimação. A princípio parece uma brincadeira tola, mero golpe para uma simples novela. Mas é que dado o momento que vivemos, creio ser algo bastante arriscado. Talvez esteja fazendo tempestade em copo d'água. Pode ser. Mas nunca a Cultura esteve em tão baixo nível de consideração por parte da sociedade brasileira, como neste instante. Nossa Cultura, nossos artistas, onde estão? Música, Teatro, sei lá. Li uma crônica de Nelson Motta, reclamando da atenção recebida, agora que procura por patrocínio para uma obra. Rodrigo Santoro também diz a mesma coisa. E olha que são grandes nomes, envolvidos com a mídia e tudo. Aí vem a novela e em horário nobre, apresenta a arte, aquilo que críticos de arte festejam e colocam alto preço, como sendo algo irracional, feita por um macaco. Ou seja, a Arte é qualquer coisa, uma bobagem meramente decorativa, que pode ser feita acidentalmente por um bicho. Quanto vale a Arte? Os bobalhões, esses que vibram porque enfim, a arte está nivelada, não lhes está distante através do conhecimento, da Cultura, vão festejar. Arte é um negócio que não dá pra entender e até um macaco faz e vem um crítico desses metido a entender e diz que é coisa de gênio.. Entendem? Horário nobre, Tv Globo.
E como nos sentimos, nós que fazemos Cultura no Pará? Agora mesmo foram abertas novas inscrições para a Lei Semear. Li também que a governadora mandou aumentar a desistência do governo em impostos, para a lei. Sinto-me devastado. Como agitador cultural, seja como autor teatral ou literário, compositor ou como produtor do Cuíra, não me considero acima de ninguém, nem de nada. Era o que faltava. Mas também não posso me considerar abaixo de qualquer coisa. Afinal, estando na briga há tantos anos, tendo publicado uma dezena de livros, encenado uma dezena de peças, composto algumas trilhas e produzido alguns espetáculos, já dá para achar que ao chegar ao departamento de marketing de uma das maiores empresas do Estado, não vá lidar com alguém bem jovem que me olhará com a curiosidade de um ET, perguntando de maneira desinteressada se faço teatro, literatura ou exatamente o quê. Mas é isso que ocorre. Erram-nos o nome. Nunca ouviram falar em nossas atividades, quanto mais nos nomes. Pior, uma vez dado o recado, começam a falar com orgulho de suas próprias iniciativas, tirando partido da lei. E chamam de "nosso projeto", apesar de entrar com um dinheiro que não é seu e sim do governo em forma de imposto, mas que do qual, mesmo assim, auferirão lucro em imagem e prestígio. Finalmente, perguntam se haverá uma volta financeira. Sim, a lei prevê que o empresário invista 20% do total do projeto em dinheiro próprio, para demonstrar estar perfeitamente de acordo com a iniciativa. Pois pedem o dinheiro de volta. Nem esse querem dar. E você, artista, que ao invés de estar trabalhando, está vendendo seu trabalho, que ouviu todo esse discurso contendo-se para não dar respostas tortas, ainda tem que sorrir e pensar se vai fazer aquilo mesmo, ou ficar sem fazer seu trabalho.
Ao entregar a decisão da realização de projetos culturais a departamentos de marketing das empresas, o governo lavou as mãos e deixou os artistas em pior situação. A última resposta que ouvi, de um dos maiores supermercados da cidade, e ouvi de uma mulher da área administrativa, à qual fui passado pela jovem e desinformada diretora de marketing, foi que o governo é muito chato, pois fiscaliza as empresas que querem patrocinar a cultura, com muita burocracia. Por isso, não iria apoiar nada.
Por minha conta, desisto. Meus próximos livros, vou dar meu jeito, ainda não sei como, mas não passo novamente por tudo isso. Tenho um cd com músicas inéditas de meu pai, projeto aprovado na Semear, que imagino que não sairá. Finalmente, o novo projeto do Cuíra, aos 47 do segundo tempo, parece que consegui. E é alguém desinteressado, tranquilo. O processo apenas começou, mas estou torcendo. Também imagino que sem dinheiro de Lei, o Cuíra vai desaparecer. A situação já está terrível o suficiente para isso. É como está a Cultura, hoje no Pará. O secretário Edson se esconde dos artistas. Quando é imperativa sua presença, vai direto para a mesa dos trabalhos de onde retira-se antes do final, estrategicamente. Deverá se tornar o secretário mais ausente, desconhecido e descompromissado da história do Pará. Li no jornal, mas não dá para garantir ser verdade ou apenas política, que o Centur passará a fechar às 14hs, por falta de dinheiro. Adeus Teatro, Cinema, shows de música. Adeus tudo. Ficam somente os funcionários ganhando seu dimdim. A atividade fim, tem seu fim.
No âmbito nacional os artistas se movimentam, peitam o atual Ministro, que é do time de Gil, que adora um lero lero. Levou oito anos com a Lei Rouanet no lero lero e agora propõe mais. O Secretário Edson, daqui, também adora. Tempo que passa, dinheiro no bolso e tudo adiado. Mas continuamos no bom combate. No próximo final de semana, Danilo Bracchi e sua Companhia Investigativa de Dança se apresentam no Cuíra. Estamos sobrevivendo. O pulso ainda pulsa.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Vendam o Flamengo

Leonardo, que foi um dos grandes jogadores do Flamengo, atuou na Seleção e no Milan, onde atualmente trabalha como manager, deu entrevista ao Globo de hoje, sensacional. A todo instante alguém do Flamengo liga contando das confusões e apelando para que se candidate a Presidente. Leonardo é enfático: nunca serei Presidente do Flamengo na estrutura atual. Realmente, é um escândalo sem precedentes, alguém conseguir quebrar uma marca como a do Flamengo. É preciso exemplar incompetência, burrice e má fé para conseguir o que conseguiram as últimas diretorias do clube. Leonardo disse o que se sabe: só vai mudar no dia em que venderem o Flamengo. Vender ou licenciar a marca para uma empresa de responsabilidade para que ela passe a gerir o clube e lentamente conseguir soergue-lo. Como está, impossível. Aí, pensei em Remo e Paysandu. Também só têm esse jeito.